Conheça
a Artesp
A história
da Artesp
A união
faz a força. Foi com esse espírito de grupo e com o objetivo
de unir todas as pessoas que revendem tintas, que surgiu a ARTESP - a
Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São
Paulo.
Criada há
mais de quarenta anos, a Artesp passou por várias fases. Quem trabalha
no ramo sabe da importância das reuniões que propunham critérios
para a abertura de novas lojas, negociações com fabricantes,
competição de preços; enfim, intimamente ligada à
associação estava clara a idéia de que era necessária
a formação de uma instituição que lutasse
por interesses comuns à classe.
Mas como fazer
tudo isso? Nivaldo Martins de Souza, conselheiro vitalício da Artesp,
conta os motivos que reergueram a associação e fizeram da
mesma um importante órgão de discussão dos interesses
da categoria.
“A Artesp,
mesmo, foi criada antes de 1960. Ficou quase 15 anos desativada. Eu, por
exemplo, entrei no ramo em 1968 e quando comecei a trabalhar nem tinha
a intenção de formar uma associação. Mas o
plano cruzado e o congelamento de preços na época do governo
Sarney apertaram todo mundo e os colegas me pressionaram para a reativação
da Artesp”, explica Souza.
Na verdade,
antes que o estopim político da economia brasileira contribuísse
para a formação da associação, algumas reuniões
já eram realizadas nas lojas de Nivaldo Martins de Souza e também
na “MC”, quando estava localizada na Vila Mariana.
Em 1986, o
Brasil enfrentava um momento econômico difícil. No início
do governo Sarney, a inflação chegou a 226% e as medidas
tomadas para conter a crise não foram menos graves. Foram cortados
três zeros de cruzeiro e instituiu-se o Plano Cruzado. Com ele,
vieram os congelamentos de preços e de salários pelo valor
médio dos últimos seis meses.
O efeito imediato
do plano de barrar a inflação e, conseqüentemente,
“aumentar” o poder aquisitivo foi por água baixo. O
Plano Cruzado II libera os preços, a população se
desespera e a inflação dispara novamente.
Nesse contexto,
os revendedores de tintas sentiram a necessidade de fazer algo pela categoria.
“O pessoal não sabia o que fazer, os congelamentos estavam
deixando todo mundo perdido. Então, houve um movimento para mudar
a situação”, lembra o atual “segundo vice-presidente”
da Artesp, Ivanei Sanches.
Aos poucos,
o que começou com o intuito de solucionar um problema econômico
momentâneo tomou proporções maiores. “Existia
muita rivalidade entre os colegas e, com a Artesp, passamos a ter mais
união e respeito. Lutamos muito pelos nossos interesses e passamos
a ver os colegas como parceiros e não como inimigos”, diz
Souza.
A comissão
formada pela nova Artesp tentava prestigiar os antigos objetivos da primeira
associação ao realizar o que podia pela classe. Conseguiu
que fossem aprovadas medidas em benefício do setor e conseguiram
sensibilizar os fabricantes quanto à importância das lojas
especializadas em tintas.
“Incentivamos
os fabricantes a prestigiarem as lojas de tintas que vinham sofrendo a
concorrência das Home Centers. Havia loja de tinta que implorava
por uma lata do produto”, recorda Nivaldo Martins.
Para Nivaldo
Rigattieri, que fez parte da primeira Artesp, um dos motivos da associação
ter parado um tempo foi a inexistência de uma cooperativa. Regattieri
afirma que hoje a associação tem mais idéias e muito
mais prestígio.
A
Artesp hoje
Desenvolver
o espírito associativo e a leal concorrência, além
de visar o fortalecimento técnico e econômico das empresas
congregadas. O atual objetivo da associação não difere
do anterior. Entretanto, é exatamente por defender esses princípios
que a Artesp cresceu e ganhou credibilidade no mercado.
“O conceito
da Artesp aumentou muito desde o início e as pessoas passaram a
vê-la de outra forma com o passar do tempo. A cada administração
fizemos coisas novas, e as pessoas percebem isso”, conta o ex-presidente
Willians Chequer Burihan, ressaltando a importância da entidade
para a defesa dos interesses das revendas de tintas. “A associação
presta orientação em tudo que diz respeito ao setor. De
forma resumida, aproxima o fabricante de tinta do revendedor”, afirma.
Veja
também:
|