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Indicadores econômicos

Setor de tintas e vernizes exportará mais em 2006

12/6/06

Apesar da valorização do real frente ao dólar, as exportações do mercado de tintas e vernizes devem crescer em torno de 10% este ano. O setor de tintas e vernizes, composto por produtos das linhas imobiliária,
industrial e automotiva, deverá crescer mais de 10% nas exportações e atingir um faturamento de US$ 118 milhões em 2006. Estas são as projeções do Sitivesp – Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo –, após levantamento do desempenho do primeiro trimestre deste ano.

A pesquisa, realizada pelo Departamento Econômico do Sitivesp, indica que o setor totalizou – até março de 2006 – exportações de 13.495 toneladas, o que projeta para o ano um total de 53.980 toneladas, contra 48.333 toneladas de 2005. O crescimento é de aproximadamente 12%, porém, com preço médio caindo
de US$ 2,21 para US$ 2,18/kg.

Os negócios apurados no primeiro trimestre de 2006 totalizaram US$ 29,458 milhões, indicando para o ano um faturamento de US$ 117,832 milhões, ante US$ 106,765 milhões em 2005. Já as importações totalizaram US$ 35,727 milhões e devem fechar o ano em US$ 142,908 milhões. No ano passado, as importações somaram US$ 134,103 milhões.

Em relação aos volumes, foram importadas, até o último mês de março, 8.866 toneladas. Para os doze meses do ano, estima-se a importação de 35.464
toneladas, contra 35.910 toneladas de 2005, representando uma redução de aproximadamente 1,2% - com aumento do preço médio de US$ 3,76 para US$ 4,03.

Em relação à balança comercial do Mercosul, principal mercado das tintas e vernizes brasileiros, foram exportados até março de 2006 US$ 14,328 milhões,
indicando para o ano US$ 57,312 milhões – um crescimento superior a 16% em relação a 2005, quando as exportações totalizaram US$ 49,172 milhões.

No tocante às importações do Mercosul, o montante até março deste ano ficou em US$ 3,308 milhões e o acumulado estimado para o ano é de cerca de US$ 13,232 milhões, 5,1% menor que 2005, que totalizou US$ 13,943 milhões.

Cenário Positivo
Apesar de representarem pouco mais de 5% do faturamento total do setor de tintas e vernizes, que em 2005 foi de R$ 2,04 bilhões, as exportações têm papel importante para o desempenho do mercado e possuem grande potencial
para crescimento. “O setor está muito bem preparado seja em nível de produtos, serviços, inovações ou tecnologia”, destaca o presidente do Sitivesp, Roberto Ferraiuolo.

Dentro deste cenário satisfatório para as vendas externas, destacam-se nas exportações as tintas e vernizes de maior valor agregado, indicadas para os segmentos automotivo, industrial e de impressão, tendo o Mercosul como o maior mercado internacional para os produtos brasileiros. Os segmentos que exportam itens já pintados, como os de eletrodomésticos, automóveis ou móveis, também possuem papel importante nesses resultados.

Só no ano passado as exportações do setor automotivo atingiram US$ 11,2 bilhões – um crescimento de mais de 30% em comparação a 2004. Como as tintas automotivas originais têm impacto diretamente proporcional ao aumento da produção de automóveis, projeta-se tal excelente desempenho para esse segmento.

O equilíbrio do câmbio é fundamental para manter o ritmo das exportações em 2006, sem achatamento das margens de lucro. Para este ano, o Sitivesp espera que – por ser um ano eleitoral – a economia não seja prejudicada e o processo de redução da taxa básica de juros possa ser mantido, assim como a taxa de câmbio possa encontrar um ponto de
equilíbrio que não prejudique a indústria de modo geral.

Exportações em 2005
Mesmo com a valorização do real frente ao dólar, as exportações já tiveram um papel importante para o desempenho do setor de tintas e vernizes no ano passado, atingindo um faturamento de US$ 106,765 milhões contra US$ 93,291 milhões de 2004, o que representou um crescimento 14,44%, em relação a 2004.

Em volumes, as exportações totalizaram, em 2005, 48.333 toneladas – resultado 2,16% superior ao ano anterior, que registrou 47.310 toneladas, porém, com preço médio subindo de US$ 1,97 para US$ 2,21/kg.

O bom desempenho nas vendas externas fez com que a relação entre importação e exportação de tintas melhorasse muito no ano passado: para cada US$ 10 de importação o setor exportou US$ 8. Em 1996, essa relação era de US$ 10 importados para US$ 6 exportados.

Nas importações, os volumes apurados em 2005 foram de US$ 134,103 milhões contra US$ 132,976 milhões de 2004 - crescimento de apenas 0,85%. Foram importadas, em 2005, 35.910 toneladas e, em 2004, 35.260 toneladas, o que significou um crescimento de 1,84% aproximadamente, porém, com pequena queda do preço médio, que passou de US$ 3,77 para US$ 3,76.

No que se refere aos negócios realizados entre as indústrias brasileiras de tintas e vernizes para países pertencentes ao Mercosul, os resultados também não decepcionaram em 2005. A balança comercial destes negócios fechou com crescimento de 27% em comparação a 2004. Foram exportados US$ 49,172 milhões contra US$ 38,746 milhões no exercício anterior.

Em se tratando de importação originária dos países do Mercosul, o montante foi de US$ 13,943 milhões, um total 35,3% maior que em 2004, que somou US$ 10,305 milhões.

Fonte: Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp).

 

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